Por Visual News Noticias / Sérgio Ferreira
Mesmo diante do ímpeto privatista do ministro da Economia, Paulo
Guedes, a venda do controle do BB ao setor privado é vista como um tabu.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, se recusa a falar sobre o
assunto. Os militares que estão no governo, também.
Segundo Novaes, diante da enorme revolução tecnológica que está se
vendo no setor bancário — estimulada pelo Banco Central, que
regulamentou as fintechs e vai incentivar o open banking, permitindo o
compartilhamento de informações de clientes entre todos os atores do
mercado —, não haverá espaço para bancos com as amarras impostas pela
máquina estatal.
Diz o presidente do BB: “Do jeito que a modernização do sistema
bancário se acelera, nesse mundo de inovações constantes, é óbvio que
uma instituição publica não vai ter a mesma velocidade de adaptação”.
Ele reconhece, que, “por enquanto, o banco ainda é extremamente
eficiente e vai permanecer eficiente por algum tempo, mas, em algum
momento, a perspectiva da privatização vai ter que ser enfrentada”. Essa
visão, frisa ele, é pessoal.
Preparação
Funcionários do Banco do Brasil admitem que a instituição já vem
sendo preparada para ser privatizada. Tanto que o governo está vendendo
todas as ações que excedem o controle acionário. Também estão sendo
ofertadas participações que o banco tem em outras empresas.
Novaes reforça esse movimento. Ele afirma que o Banco do Brasil está
buscando um parceiro para a BB DTVM a fim de reduzir a participação que
tem na instituição. Isso já ocorreu no banco de investimentos. Em
setembro último, o BB e o suíço UBS assinaram um memorando de
entendimento para uma parceria.
Entre os funcionários do BB, a perspectiva é de que, mesmo com toda a
resistência de Bolsonaro, o controle do Banco do Brasil poderá ser
vendido até o fim deste governo. Eles frisam que tudo está caminhando
nessa direção. É esperar para ver.
Brasília, 18h23min